O Clube do Vinil

E se uma música pudesse criar imagens a partir daquilo que você está sentindo?

Em 2026, publiquei pela Editora Letramento meu segundo romance: O Clube do Vinil. Essa obra foi totalmente escrita e ilustrada por mim ao longo de seis anos.

Conversando com amigos, costumo resumir o livro como um encontro entre a Coleção Vagalume, o Studio Ghibli e 1984, de George Orwell.

A história se passa em 2035 e acompanha Lali, uma adolescente tímida e sonhadora, e Pardal, um jovem inventor apaixonado por música e tecnologia.

Tudo começa com o Anima-Fi, um aplicativo que se torna uma febre mundial por uma razão bastante incomum: ele é capaz de transformar as músicas que as pessoas estão ouvindo e as emoções que estão sentindo em hologramas.

E há algo ainda mais interessante: os hologramas de pessoas diferentes podem interagir entre si, criando uma espécie de espaço de encontro entre desconhecidos.

O resultado é inesperado. Em vez de as pessoas ficarem cada vez mais isoladas, elas começam a ampliar suas redes de amizades, encontros e trocas culturais.

É justamente aí que surge o problema. O poder estabelecido não permitirá que o Anima-Fi continue existindo.

Depois que o aplicativo é proibido, começa a circular o rumor sobre um lugar clandestino e subterrâneo chamado gaLPão. É lá que um grupo de jovens rebeldes funda o Clube do Vinil, utilizando uma tecnologia aparentemente ultrapassada para recuperar algo que parecia estar desaparecendo: o espírito comunitário em torno da música, da cultura e das experiências compartilhadas.

O Clube do Vinil é um romance sobre música, tecnologia, amizade, rebeldia e sobre aquilo que acontece quando as pessoas descobrem novas maneiras de se conectar.

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Ficha Técnica

Livro: O Clube do Vinil

Autor: Rafael Senra (texto e ilustrações)

Editora: Letramento

Ano: 2026

Gênero: Literatura Infanto-Juvenil

Páginas: 112

ISBN: 978-65-5932-753-9

Peso: 0.16 kg

Dimensões: 14 x 21 x 0.62 cm

Leitura Crítica: Mara Coradello

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Sinopse

No ano de 2035, a jovem Lali vive em Condutópolis, uma cidade marcada por controle extremo e conformismo. Sentindo-se desconectada de seus colegas e do mundo ao seu redor, ela encontra refúgio em seu amigo Pardal, que lhe apresenta um aplicativo extraordinário: o Anima-Fi, capaz de transformar sentimentos evocados pela música em hologramas vivos e vibrantes.

Mais do que uma ferramenta tecnológica, o Anima-Fi é um catalisador de algo que parecia perdido: a conexão genuína entre as pessoas. Mas em uma sociedade que prioriza o isolamento e a obediência, a capacidade de unir corações e mentes é vista como uma ameaça. Quando o governo de Condutópolis bane o aplicativo, Lali descobre que sua luta é maior do que ela imaginava.

Nas sombras do regime, resiste um coletivo conhecido como gaLPão. Transformando um espaço subterrâneo em um clube secreto de audição de discos de vinil, eles reavivam a magia da música como forma de comunhão e resistência. Para Lali, juntar-se a esse movimento não é apenas um ato de rebeldia, mas uma jornada em busca de seu lugar no mundo – e da possibilidade de um futuro onde a liberdade e a arte possam coexistir.

Com uma narrativa que explora a força transformadora da música e os dilemas do pertencimento, O Clube do Vinil traz uma história sobre resistência, conexão e a coragem de imaginar novos caminhos.

Resumo

No ano de 2035, Condutópolis é uma cidade rigidamente controlada por um regime que vigia todas as interações humanas e regula as formas de expressão cultural. Em meio à padronização digital e ao isolamento social, a adolescente Lali sente-se deslocada. Filha de Hadrian, um funcionário do governo, ela vive sob uma rotina de vigilância, tendo aprendido desde cedo a reprimir seus sentimentos e manter-se produtiva. A única brecha de sensibilidade que lhe resta está na música, ou melhor, nas versões comprimidas e assépticas disponíveis nos biocomputadores, sistemas que filtram conteúdos e eliminam qualquer experiência considerada “desnecessária”.

O cotidiano de Lali muda quando conhece Pardal, um colega inquieto e carismático que compartilha com ela a sensação de que algo está faltando. É através dele que ela descobre o Anima-Fi, um aplicativo banido pelo governo por seu potencial de “desestabilizar emocionalmente” os cidadãos. O Anima-Fi era capaz de gerar hologramas a partir das emoções despertadas pela música, permitindo que os usuários vissem e compartilhassem visualmente seus sentimentos. O contato com esse vestígio de liberdade desperta em Lali uma curiosidade que logo se transforma em fascínio.

Com a proibição do Anima-Fi, Pardal leva Lali a um grupo clandestino chamado gaLPão, formado por jovens artistas, hackers e antigos técnicos de som que resistem à cultura da uniformidade. Eles mantêm um espaço secreto nos subterrâneos de Condutópolis — o Clube do Vinil — onde realizam escutas coletivas de discos antigos, shows e encontros voltados à redescoberta da experiência sensorial e coletiva da música.

Quando Lali desce pela primeira vez ao clube, é tomada por um sentimento de espanto e encantamento. O espaço é amplo, iluminado por lâmpadas pendentes e decorado com pôsteres de músicos, cineastas e escritores de diferentes épocas. O som que ecoa pelo ambiente vem de um toca-discos, um objeto que ela só conhecia por imagens em museus. O simples fato de ver a música sendo gerada por um artefato físico — com uma agulha percorrendo um disco preto de vinil — representa para ela uma revelação.

A líder do gaLPão, Amarylis, acolhe Lali e explica o propósito do grupo: preservar a sensibilidade e a memória afetiva diante da frieza tecnológica que o regime impôs. Os encontros do clube não se tratam apenas de ouvir música, mas de reconectar-se com o humano, resgatar o toque, a partilha e o sentido de comunidade. O som do vinil, com suas imperfeições, simboliza a própria condição humana: real, instável e viva.

Mas a descoberta vem acompanhada de um pressentimento: aquele instante pode não durar. Pessoas influentes da sociedade – incluindo um familiar de Lali – começam a investigar o gaLPão, e pode ser questão de tempo até essa utopia ter o mesmo fim do aplicativo Anima-Fi.