Músicas

Sobre o projeto Alfa Serenar

por Rafael Senra

O projeto Alfa Serenar surgiu em 2018, com a intenção de abrigar ideias musicais diferentes das que eu pensava em explorar sobre meu próprio nome.

Ainda que, na verdade, Alfa Serenar seja o meu nome (escondido por um anagrama).

Estilo

Talvez seja mais difícil falar sobre o estilo do projeto: há algo de rock progressivo, de ambient music, new age, trilha sonora, folk… Um pouco de tudo isso, enfim.

Histórico

Tudo nasceu por acaso, quando, de brincadeira, comecei a tirar sons da guitarra e gravar, algo que pretendia mostrar apenas para alguns amigos. Temas curtos, com melodias simples, gravados as vezes de maneiras bem experimentais (passando uma régua escolar pelas cordas da guitarra). Várias das pessoas que ouviram disseram que ficou legal o suficiente para eu continuar me arriscando nisso.

Assim surgiu o primeiro disco do Alfa Serenar, The Mood Machine and Other Furnitures, lançado em 2019 pelo selo polonês Progshine Records. Em 2020, é lançado então VIA, o segundo disco do projeto. Diferente do anterior, que contava apenas com instrumentos de corda (guitarra, violão e baixo), VIA traz instrumentos como teclados e escaletas. Outra mudança significativa do segundo disco é incluir canções com vocais e letras em inglês.

The Mood Machine (and Other Furnitures) (2019)

VIA (2020)

 

 

 

 

 

 

Os dois discos do Alfa Serenar foram gravados em casa, e posteriormente esse material foi mixado e masterizado em estúdio. The Mood Machine… foi mixado por mim (Rafael) e masterizado por Renato Lopes no Estúdio Ômega (Congonhas, MG) e VIA foi mixado e masterizado por Alan Flexa no Estúdio Zarolho (Macapá, AP).

 

The Mood Machine (and Other Furnitures) (2019)

Nas férias de 2017, eu aproveitava o dia ensolarado para brincar com sua guitarra. O clima era tão descontraído que, ao encontrar uma régua escolar na mesa do meu irmão, arrisquei usá-la nas cordas da guitarra feito um arco de violino. Liguei o gravador e registrei um tema estranho, instrumental, muito distante das canções pop que costumava gravar. Apesar disso, os amigos que ouviram a “brincadeira” elogiaram o resultado com entusiasmo.

A partir dessa tentativa inicial, acabei gravando 12 temas na mesma linha, todos também instrumentais. Não demorei a perceber que tinha um disco inteiro pronto.

Ilustração de Rogério Marcus.

O resultado agrega influências bem distintas, que vão dos conterrâneos do Clube da Esquina, passando por artistas como Brian Eno e Anthony Phillips, até chegar ao som etéreo dos Cocteau Twins.

O conceito do disco nasceu do som enigmático produzido pelo “arco” nas cordas da guitarra. Me ocorreu que o timbre lembrava uma máquina de marcenaria ou tornearia – contudo, uma versão melódica dessas máquinas.

A partir dessa ideia, cheguei ao conceito do trabalho: as doze faixas de “The Mood Machine” são referências à máquinas imaginárias, artefatos que não tem nenhuma utilidade prática óbvia. Na verdade, seriam “máquinas da alma” (que é exatamente a tradução de “Seelischer Apparat”, nome da quinta faixa, e que alude à um conceito cunhado por Sigmund Freud no fim do séc. XIX).

Com o disco gravado e mixado, enviei o material para o produtor Renato Lopes, do Omega Studio, que fez a masterização do trabalho. As ilustrações da capa e contracapa foram feitas pelo artista Rogério Marcus.

O trabalho inaugura o nome artístico Alfa Serenar.

 

VIA (2020)

Em 2020, lanço o segundo disco do Alfa Serenar, chamado “VIA”. O nome é uma abreviação de “Voyage Imagination Agency”, uma agência de viagens imaginária.

As oito canções do trabalho são amarradas pelo conceito de uma pessoa que, através dessa agência onírica, acaba por fazer uma viagem por paisagens misteriosas, que supostamente existem dentro da sua própria alma. Não importa se são paisagens reais (já visitadas ou não) ou mesmo imaginadas. VIA pode levar qualquer um a qualquer lugar.

Os temas desse trabalho tem um aspecto mais cinematográfico, ao mesmo tempo que incorporam influências de estilos variados como rock progressivo, pós-punk e até new age. Diferente do disco anterior, todo gravado com cordas, os temas aqui tem muitos teclados.

Apesar de ser o segundo disco, algumas músicas de “VIA” foram gravadas antes mesmo das canções do primeiro disco: é o caso de “The Silk Road”, e “Valfenda Framework” (essa última também está no disco anterior, mas com outro arranjo. No novo trabalho, ela aparece com o arranjo original).

Como no caso de The Mood Machine, VIA foi lançado pelo selo polonês Progshine, e disponilizado em diversos sites de streaming, como Spotify, Deezer, Google Play, OneRPM, You Tube e outros.

 

Assista ao video teaser de VIA: